Planos de Amostragem – O que são, quando, como e por que utilizá-los?

Planos de Amostragem

 

Amostragem é todo o processo de seleção de uma parte, geralmente pequena, dos elementos que constituem um dado conjunto denominado de população.

 

O objetivo principal da teoria da amostragem é obter amostras que sejam representativas da população. Da análise dessa parte se pretende obter informações confiáveis que poderão ser extrapoladas para a população.

 

Algumas desvantagens da amostragem em relação à inspeção 100% são o risco de aceitação de lotes "ruins" ou rejeição de lotes "bons" e menos informações geradas sobre produtos e/ou processos.

 

Apesar de todos os avanços no campo da Qualidade praticamente todas as empresas realizam inspeções por amostragem em seus produtos quer seja durante o processo produtivo ou após o encerramento da produção de um lote, denominada de inspeção final. O guru norte-americano Deming insistia que isto não significava que as empresas devessem depender destas inspeções para assegurar a qualidade de seus produtos e, ao mesmo tempo, dizia que não ter inspeção seria como dirigir um veículo à noite em uma estrada, com seus faróis desligados.

 

 

O ponto crucial então é como determinar um plano adequado de inspeção por amostragem, mas isso parece que vem sendo ignorado por muitas organizações aplicando planos sem nenhuma consistência estatística, como por exemplo, "retirar 10% de amostras" ou, quando essa conscientização existe, são aplicados planos de inspeção por atributos com base na Norma NBR 5426, correspondente à MIL STD 105 norte-americana.

 

Observa-se na maioria das vezes, naqueles lugares que se utilizam da Norma em referência, que a sua aplicabilidade está restrita ao uso de algumas tabelas, geralmente aquela que indica a letra associada ao tamanho do lote e, em seguida, aquela que mostra o tamanho da mostra e nível de aceitação associado ao NQA. Isto é muito pouco, pois são ignoradas todas as demais informações e opções fornecidas pela Norma, como por exemplo, curvas características de operação e riscos do produtor e do consumidor.

 

Para completar a situação inadequada, na maioria das vezes são feitas medições nos produtos, como por exemplo, o comprimento de uma peça ou a tensão de saída de uma fonte ou a dureza de um produto e não são usados planos de inspeção por variáveis com base na Norma ABNT NBR 5429, correspondente à MIL STD 414 norte-americana. Essa Norma exige menores tamanhos de amostras em comparação com a de atributos, podendo significar menores custos de inspeção.

 

Desde que saibamos quais planos de amostragem sua equipe utiliza e se a sua resposta for "não" para uma ou mais questões a seguir, podemos ajudá-lo na aplicação de planos adequados de inspeção, com conhecimento dos riscos envolvidos, inerentes à amostragem, através de consultoria e de coaching, com foco em redução dos custos de inspeção.

 

A sua empresa:

Conhece os riscos envolvidos nas inspeções por amostragem realizadas?

Faz uso de amostragem dupla ou múltipla no caso de inspeção por                 atributos?

Usa o conceito de Limite da Qualidade Média Resultante (LQMR)?

Conhece e aplica a Proteção de Qualidade Limite (QL)?

Sabe aplicar o conceito de lotes salteados (skiplot)?

Faz uso de planos de inspeção por variáveis quando são feitas medições em produtos?

Autoria: Valentino Bergamo  e Antonio Bucci

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