Alexa o Sistema Operacional da Amazon

Sistema Operacional da Amazon

Se você imaginar que o Windows (Sistema  Operacional  para negócios,  teclado e mouse) foi a primeira revolução, o Android / iPhone (celulares,  mobile, localização e direção) foi  a segunda revolução, então o Alexa da Amazon tem grande chance de ser a terceira pois faz a automação de tudo em sua casa com um simples e eficiente comando de voz, além de, evidentemente, permitir a Amazon te entregar de forma rápida praticamente qualquer coisa que podemos conceber.

Mas como podemos ter certeza disso?

A explicação é simples. Em 2016, a empresa conquistou as casas americanas com o Echo. Ele é um produto conectado ao ecosistema Amazon, dotado de inteligência artificial tendo como base o Alexa que é capaz de dar respostas, executar tarefas e, claro, fazer compras a partir de comandos de voz- observe que ele usa  apenas microfones e alto-falantes e não tem uma tela como os outros meios de mobile.  O produto foi o mais vendido na Amazon durante o Natal de 2016.

Após o sucesso inicial, a Amazon trabalha para expandir a presença da  assistente virtual baseada no Alexa, para produtos de outras marcas. O modelo de parcerias e distribuição poderia ser comparado com o que a Microsoft fez para distribuir o Windows.

Como já citamos, a chave de tudo isso foi o Echo, uma espécie de Google Now ou Cortana materializados na forma de um pequeno totem ou de um player de música superinteligente. O aparelho tem alto-falantes poderosos e, por isso, é uma ótima solução para escutar música em casa. Além do mais, ele tem vários microfones para ouvir comandos de voz do usuário e pode ser acordado sem nenhum toque, assim como os smartphones top de linha da Motorola. Você personaliza uma frase de inicialização e pode fazer perguntas ou dar ordens.

O dispositivo físico (o Echo) era simplesmente um canal para a Alexa, a nova assistente pessoal da Amazon.  E criticamente, Alexa era um serviço em nuvem, o ambiente no qual a Amazon é particularmente adequada em termos de cultura, estrutura organizacional e experiência.

O Echo criou seu próprio mercado: um assistente pessoal baseado em voz em casa. Crucialmente, a casa era o único lugar em todo o mundo onde smartphones não eram necessariamente o dispositivo mais conveniente, ou o método de entrada mais fácil para se conectar com os aparelhos. 

Havia um ecosistema a ser montado: cada vez mais produtos "inteligentes", de lâmpadas a interruptores, estavam chegando ao mercado, mas quase todas as empresas tentando ser a peça central da casa conectada dependiam do smartphone.

A Amazon foi quem primeiro aproveitou a oportunidade: O Alexa foi notavelmente proficiente desde o primeiro dia, particularmente em termos de velocidade e precisão (dois fatores que são muito mais importantes para encorajar o uso regular do que a capacidade de responder perguntas triviais). Em seguida, a empresa moveu-se rapidamente para construir seu ecosistema em duas direções.

Em primeiro lugar, a empresa criou um quadro de "Competências" simples que permitia que dispositivos inteligentes se conectassem ao Alexa e fossem controlados por meio de uma estrutura verbal relativamente rígida; no vácuo, era menos elegante do que, digamos, a tentativa de Siri de interpretar a linguagem natural, mas era muito mais simples de implementar. A recompensa já era óbvia no CES do ano passado: o apoio do Alexa estava em toda parte.

Em segundo lugar, "Alexa" e "Echo" são nomes diferentes, porque eles são produtos diferentes: Alexa é o assistente de voz, e muito parecido com AWS e Amazon.com.

Echo é o primeiro cliente de Alexa, mas dificilmente é o único. Este ano, os anúncios da CES são dominados por produtos que executam o Alexa, incluindo concorrentes diretos do Echo, lâmpadas, set-top boxes, TVs e muito mais. "Existem cerca de 1.500 aplicações que você pode fazer com a Amazon Alexa. Eu não me surpreenderia se visse 700 lançamentos relacionados a isso nos próximos quatro dias", disse Shawn DuBravac, economista chefe da Consumer Technology Association, associação responsável pela CES.

Em suma, a Amazon está construindo o sistema operacional da casa - seu nome é Alexa - e tem todas as qualidades de um sistema operacional que você poderia esperar.

Todos os tipos de fabricantes de hardware estão se alinhando para construir dispositivos habilitados para Alexa e competirão inevitavelmente uns com os outros para melhorar a qualidade e baixar os preços.

Ainda mais dispositivos e aparelhos estão se conectando à estrutura flexível  do Alexa, criando as condições para um fosso: os aparelhos são muito mais caros do que os softwares e muito mais duradouros, o que significa que todos os que compram algo que funciona com o Alexa são muito menos propensos a deixar de usá-lo.

Isso viabiliza o modelo de negócios, e esta é talvez a maior vantagem da Amazon de tudo: o Google não tem realmente uma para o reconhecimento de voz e a Apple   agora tem uma margem pequena de lucro no  iPhone por conta dos impostos.

O Laboratório de Informática do Met Office ( serviço de previsão do tempo  do Reino Unido) criou recentemente um Amazon Alexa Skill, que ajuda os usuários a tomar decisões conversando com o dispositivo. Em vez de apenas responder a um pedido de clima, a tecnologia também recomenda atividades recreativas com base na previsão, incluindo detalhes contextuais, como local e tempo. Veja  demonstração no  link a seguir:

https://www.youtube.com/watch?v=308QtXhRhAg&feature=youtu.be

A Amazon, por sua vez, não precisa investir um centavo no Alexa, pelo menos não diretamente pois a grande maioria das compras é iniciada em casa. Hoje, isso pode significar a criação de uma lista de compras, mas no futuro significará encomendar coisas para entrega, e para os clientes Prime o futuro já está aqui. Alexa só torna isso muito mais fácil, promovendo o objetivo da Amazon de ser o provedor de logística - e coletor de impostos - para basicamente todos e tudo.

Para ler o artigo completo (Alexa: Amazon's Operating System - Stratechery by Ben Thompson) acesse o link a seguir: ->http://bit.ly/2iFDyLB

 

 

Se você é tão esperto, então por que não é rico?

Einstein

By Faye Flam

Quanto é o sucesso futuro de uma criança determinado pela inteligência inata? O economista James Heckman diz que não é o que as pessoas pensam. Ele gosta de perguntar a não-cientistas educados - especialmente políticos e dirigentes governamentais - o quanto da diferença entre as rendas das pessoas pode estar vinculada aos seus QI's. A maioria tenta adivinhar e afirma que é cerca de 25 por cento, mesmo 50 por cento, diz ele. Mas os dados sugerem uma influência muito menor: cerca de 1 ou 2 por cento..........

Leia o texto completo no link a seguir:

https://www.bloomberg.com/view/articles/2016-12-22/if-you-re-so-smart-why-aren-t-you-rich

 

[17:07:01] Antonio Bucci: Ai pergunta o Filósofo: O que é riqueza senão ser Feliz? - Ai responde o pobre: Sou pobre. Como posso ser feliz se não tenho dinheiro? - Ai responde o isolado: Sou orgulhoso. Como posso ser feliz se não tenho ninguém? - Ai responde o egoísta: Sou inseguro. Como posso ser feliz se não tenho todas as coisas para mim? Ai retruca o Filósofo: Mas você é mortal, não? ou será que você tem alguma consciência de sua imortalidade? - Ai contestam o pobre, o isolado e o egoísta: Então será a nossa pobreza maior a falta de consciência de uma imortalidade que existe e não percebo? Logo, precisamos primeiro buscar a conhecer nós mesmos para depois entender o Mundo? Será que isto irá nos tornar mais ricos, mais felizes e mais seguros?

[17:08:43] Antonio Bucci: Ai responde o Filósofo: Não sei sobre isso, pois ainda não morri, mas sei fazer perguntas. Somente isso.

[17:11:36] Interlocutor: hoje vc ta inspirado

[17:12:48] Antonio Bucci: Sempre estou assim, mas não escrevo e nem falo sobre estes assuntos até que surja uma oportunidade para faze-lo. Que adianta falar para quem não deseja ouvir?

[17:13:19] Interlocutor: verdade

[17:13:47] Antonio Bucci: Em outras palavras: É melhor te acharem no Google do que ficar mandando spam que ninguém ira abrir....

 

Veja também:

Aprenda a ler e ouvir para aprimoramento das suas comunicações 

Como Ler Livros - Mortimer J. Adler e Charles Van Doren

Cursos de Filosofia em EAD -> http://bit.ly/2i2vdB1

Curso de Oratória: A arte de falar bem e fazer apresentações em público>http://bit.ly/1Ed6ZNl

Curso Técnicas de comunicação escrita para executivos>http://bit.ly/1EPNNA3

Curso Teatral para Não Atores>http://bit.ly/1MKdSsy

Curso Técnicas de Apresentação: Falar para Liderar>http://bit.ly/1Hu5B4Y

Laboratório de Escrita Criativa>http://bit.ly/1hRs99R

 

 

 

Cursos de Filosofia em EAD

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Onde estudar Licenciatura em Filosofia na modalidade EAD

Conheça algumas universidades reconhecidas pelo MEC 

 

Curso grátis de Filosofia (Semipresencial e em português):

UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina

 

Cursos grátis de Filosofia (em inglês):

 

  • A Romp através de Ética para iniciantes - Vídeo iTunes - Vídeo Web - Web Audio - Marianne Talbot, da Universidade de Oxford
  • Estética e Filosofia da Arte - iTunes - Web - James Grant, da Universidade de Oxford
  • Filosofia Antiga e Medieval - Vídeo iTunes -  Vídeo Web - David O'Connor, Notre Dame
  • Filosofia Antiga - iTunes - David Ebrey, UC Berkeley - (Este site deixou de exibir o conteúdo. Informação atualizada em 07/12/2015)
  • Sabedoria Antiga e Modern Love - Vídeo iTunes -  Vídeo Web - Professor David O'Connor, Notre Dame
  • Argumento Diagramação - Web - Carnegie Mellon
  • Aristóteles: Ética - Web Site - Leo Strauss, U Chicago
  • Aristóteles: Retórica - Web Site - Leo Strauss, U Chicago
  • Aristóteles: Política -  Web Site - Leo Strauss, U Chicago
  • Autoridade e do Indivíduo: Seis Palestras BBC - Web Site - Bertrand Russell, Cambridge
  • Bioética: Uma Introdução - Web  - Vídeo iTunes - Áudio iTunes - Marianne Talbot, Oxford
  • Raciocínio crítico para Iniciantes - Vídeo iTunes - Áudio iTunes -Web Video e áudio - Marianne Talbot, Oxford
  • Morte - YouTube - iTunes Áudio - Vídeo iTunes -   Curso de Download - Shelly Kagan, Yale
  • Oito Cursos de Filosofia por Gilles Deleuze  -  YouTube  - Gilles Deleuze, Université Paris-VIII
  • Filosofia Ambiental - Vídeo iTunes -  Vídeo Web - Kenneth Sayre, Notre Dame
  • Existencialismo na Literatura e Cinema - iTunes - Web - Hubert Dreyfus, UC Berkeley - (Este site deixou de exibir o conteúdo. Informação atualizada em 07/12/2015)
  • Existencialismo em Literatura e Cinema  -  RSS Feed  - Sean Dorrance Kelly, da Universidade de Harvard.
  • Dos Deuses e Back  -  Web  - Hubert Dreyfus, UC Berkeley
  • Filosofia Geral - iTunes - Web - Peter Millican, Oxford University
  • Hegel: A Filosofia da História - Web Site - Leo Strauss, U Chicago
  • Fenomenologia do Espírito de Hegel - Web Site - JM Bernstein, Nova Escola
  • Fenomenologia do Espírito de Hegel - Web Site - Richard Dien Winfield, da Universidade da Geórgia
  • Ciência da Lógica de Hegel - Web Site - Richard Dien Winfield, da Universidade da Geórgia
  • Heidegger: Ser e Tempo - Feed RSS  -  Web Site  - Sean Dorrance Kelly, Harvard
  • Ser de Heidegger e Hora - iTunes - Web - Hubert Dreyfus, UC Berkeley
  • Heidegger Ser e Tempo, da II Divisão - iTunes - Hubert Dreyfus, UC Berkeley
  • História da Teoria Política - iTunes - Wendy Brown, UC Berkeley
  • Hobbes: Leviatã e De Cive (1964) - Web Site - Leo Strauss, U Chicago.
  • Introdução à Filosofia Política - YouTube - iTunes - Curso de download , Steven B. Smith, Yale - (Este site deixou de exibir o conteúdo. Informação atualizada em 07/12/2015)
  • Introdução à Teoria - Vídeo iTunes - Professores Múltiplos, Wesleyan
  • Justiça: Qual é a coisa certa a fazer? - YouTube - iTunes -  Web Site- Michael Sandel, de Harvard
  • Kant - Web Site - Leo Strauss, U Chicago
  • Crítica do Juízo de Kant - Web Site - JM Bernstein, Nova Escola
  • Crítica de Kant da Razão Pura - Vídeo iTunes - iTunes Áudio -  Vídeo / Áudio na Web - Dan Robinson, Oxford
  • Crítica de Kant da Razão Pura - Web Site - Richard Dien Winfield, da Universidade da Geórgia
  • Crítica de Kant da Razão Pura - Web Site - JM Bernstein, Nova Escola
  • Heidegger - Web Site - Sean Dorrance Kelly, Harvard
  • Walter Kaufmann Palestras sobre Nietzsche, Kierkegaard e Sartre - Web Site
  • Epistemologia Kant - iTunes - Dr Susan Stuarts, da Universidade de Glasgow
  • Lógica e Provas - Web - Carnegie Mellon
  • Maquiavel - Web 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , - Allan Bloom, U. Chicago
  • O homem, Deus, Sociedade e na literatura ocidental -  Áudio iTunes - Web - Hubert Dreyfus, UC Berkeley
  • Marx - Web Site - Leo Strauss, U Chicago
  • Ética Médica - Web Audio - David Salomão, Notre Dame
  • A fenomenologia de Merleau-Ponty de Percepção  -  Web  - Hubert Dreyfus, UC Berkeley
  • Montesquieu O Espírito das Leis (1966) -  Web Site - Leo Strauss, U Chicago
  • Moralidade e Modernidade - Vídeo Web - David Salomão, Notre Dame
  • Nietzsche, Para Além do Bem e do Mal - Web Site - Leo Strauss, U Chicago
  • Nietzsche ea condição pós-moderna - Web Site - Rick Roderick, duque
  • Filosofia e valores humanos - Web Site - Rick Roderick, duque
  • Filosofia e Ciências da Natureza Humana - YouTube -  Áudio iTunes -  Web Site - Tamar Gendler, Yale
  • Filosofia no Cinema e Outras Mídias - iTunes - YouTube - Web - Irving Singer, MIT
  • Filosofia para Iniciantes - iTunes - Vídeo / Áudio na Web - Marianne Talbot, Oxford - (Este site deixou de exibir o conteúdo. Informação atualizada em 07/12/2015)
  • Filosofia da Linguagem - iTunes - Web - John Searle, UC Berkeley
  • Filosofia do Amor no mundo ocidental - iTunes - YouTube - Web - Irving Singer, MIT
  • Filosofia da Mente - iTunes - YouTube - John Searle, UC Berkeley
  • Filosofia da Religião  - iTunes -  Web  - TJ Mawson, Oxford
  • Filosofia da Sociedade - iTunes - Web - John Searle, UC Berkeley
  • Apologia de Platão de Sócrates - YouTube - Allan Bloom, UChicago
  • Apologia de Platão / Críton - Web Site - Leo Strauss, U Chicago
  • Platão: Górgias - Web Site - Leo Strauss, U Chicago.
  • Platão: Leis - Web Site - Leo Strauss, U Chicago.
  • Platão: Meno - Web Site - Leo Strauss, U Chicago
  • Platão, Protágoras - Web Site - Leo Strauss, U Chicago
  • A República de Platão - Web Site - Laurence Bloom, da Universidade da Geórgia
  • Pensamento Política, Económica e Social - iTunes - Charles Anderson, UW-Madison
  • Proust e Filosofia - alimentação - Johns Hopkins
  • Teoria Social, Ciências Humanas e Filosofia Agora - Vídeo Web - Roberto Mangabeira Unger, Harvard
  • A Arte de Viver -  Web Site - Equipe ensinou, Stanford
  • A filosofia central do Tibete - Web Audio - Robert Thurman, da Universidade de Columbia
  • A Vida Examinada - iTunes - Greg Reihman, Lehigh University - (Este site deixou de exibir o conteúdo. Informação atualizada em 07/12/2015)
  • A história da filosofia, sem quaisquer lacunas - vários formatos - Peter Adamson, Kings College London
  • A história da teoria social ocidental - YouTube -  Alan MacFarlane, da Universidade de Cambridge
  • O Auto Under Siege  - Web Site  - Rick Roderick, duque
  • Os fundamentos morais da política - YouTube -  Vídeo iTunes - Áudio iTunes -  Web Site - Professor Ian Shapiro, Yale
  • A natureza da mente - YouTube - Vídeo iTunes - iTunes Áudio  - Web- John Joseph Campbell, UC Berkeley
  • As Origens da Ciência Política - Web Site - Leo Strauss, UC Chicago
  • O secular eo sagrado - Web Site - Sean Dorrance Kelly, Harvard
  • Teoria do  Significado  -  YouTube  -  Vídeo iTunes  -  iTunes Áudio  -Web - John Joseph Campbell, UC Berkeley
  • Tucídides - Web Site - Leo Strauss, U Chicago
  • Verdade e Subjetividade / a cultura da auto - Web Site - Michel Foucault, UC Berkeley
  • Vico: Seminário em Filosofia Política - Web Site - Leo Strauss, U Chicago
  • Xenofonte oeconomicus - Web Site - Leo Strauss, U Chicago

 

 

Adicionalmente abaixo segue os links para todas as Faculdades Federais - e Estaduais -  que oferecem  cursos de graduação. Os links são para os Centros (CEAD) ou Núcleos de Educação a Distância (NEAD) - e não para o site principal da Universidade. Preste atenção que também existem cursos de pós-graduação que são gratuitos:

 

Universidade Federal do Acre - UFAC

Universidade de Brasília - UNB

Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Universidade Federal de São João del-Rei - UFSJ

Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP

Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF

Universidade Federal de Lavras - UFLA

Universidade Federal de Uberlândia - UFU

Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

CEDERJ - Consórcio das Universidades Públicas do Estado do Rio de Janeiro
UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro
UFRRJ, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
UNIRIO, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
UERJ, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
UFF, Universidade Federal Fluminense
UENF, Universidade Estadual do Norte Fluminense

Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP

Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Universidade Federal do Paraná - UFPR

Universidade Federal de Goiás - UFG

Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS

Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

Universidade Federal do Tocantins - UFT

Universidade Federal do Sergipe - UFS

Universidade Federal de Pelotas - UFPel

Universidade Federal de Pernambuco - UFPE

Universidade Federal de Santa Maria - UFSM

Universidade Federal do Amazonas - UFAM

Universidade Federal do Pará - UFPA

Universidade Federal do Ceará - UFC

Universidade Federal do Amapá - UNIFAP

Universidade Federal do Maranhão - UFMA

Universidade Federal da Paraíba - UFPB

Universidade Federal do Piauí - UFPI

Universidade Federal de Roraima - UFRR

 

 

Veja também:

Aprenda a ler e ouvir para aprimoramento das suas comunicações 

Como Ler Livros - Mortimer J. Adler e Charles Van Doren

Curso de Oratória: A arte de falar bem e fazer apresentações em público>http://bit.ly/1Ed6ZNl

Curso Técnicas de comunicação escrita para executivos>http://bit.ly/1EPNNA3

Curso Teatral para Não Atores>http://bit.ly/1MKdSsy

Curso Técnicas de Apresentação: Falar para Liderar>http://bit.ly/1Hu5B4Y

Laboratório de Escrita Criativa>http://bit.ly/1hRs99R

 

Fontes: www.ead.com.br; canaldoensino.com.br;ead.ufsc.br/filosofia

 

As previsões incríveis de Nikola Tesla para o século 21

Nikola Tesla XXI

 

Na década de 1930, jornalistas de publicações como o New York Times e a revista Time visitavam Nikola Tesla regularmente em sua casa no vigésimo andar do Hotel Governor Clinton em Manhattan. Lá, o já idoso Tesla os entretia com histórias dos seus tempos de inventor e muitas vezes opinava sobre as inovações que estavam por vir.

• Em 1898, Nikola Tesla previa guerras com drones
• As novidades sobre o computador mais antigo do mundo

Há alguns anos demos uma olhada nas previsões de Tesla sobre como a eugenia e a esterilização forçada de criminosos e outras "pessoas indesejadas". Ele acredita que isso de alguma forma purificaria a raça humana até o ano 2100. Hoje, temos mais informação sobre essa matéria que foi publicada na edição do dia 9 de fevereiro de 1935 da revista Liberty. A matéria é única porque não foi uma simples entrevista como muitas das publicadas na época sobre o Tesla, na verdade é descrita como "escrita por Nikolas Tesla, como foi dito para George Sylvester Viereck."

Não é claro aonde essa matéria específica foi escrita, mas a relação amigável de Tesla com Viereck me leva a achar que pode não ter sido em sua casa no hotel de Manhattan. Entrevistas com Tesla da época normalmente aconteciam no hotel, mas às vezes Tesla jantava com Viereck e sua família em sua casa em Riverside Drive, o que significa que pode ter sido escrita lá.

Viereck se associava com muitas pessoas importantes da época, realizando entrevistas com figuras notáveis como Albert Einsten, Teddy Roosevelt e até Adolf Hitler. Como um alemão-americano morando em Nova York, Viereck era um divulgador notório do regime nazista e foi julgado e preso em 1942 por não se registrar como tal no governo americano. Ele foi solto em 1947, alguns anos depois da morte de Tesla em 1943. Não é claro se eles continuaram sendo amigos depois do governo demonstrar preocupação sobre as atividades de Viereck no final dos anos 30 e início da década de 1940.

Tesla tinha teorias interessantes sobre religião, ciência e a natureza da humanidade que vamos explorar em alguma matéria futura, mas por enquanto eu reuni algumas das previsões mais interessantes (e muitas vezes corretas) que Tesla tinha para o futuro.

Criação do EPA

 

A criação do Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (Environmental Protection Agency, EPA) não aconteceria por mais 35 anos, mas o Tesla previu a criação de uma agência parecida no próximo século.

Higiene e cultura física serão ramos reconhecidos da educação e governo. A Secretaria da Higiene ou Cultura Física será muito mais importante no gabinete do presidente dos Estados Unidos em exercício em 2035 do que o secretário da guerra. A poluição das nossas praias que temos hoje nos arredores de Nova York será tão impensável para os nossos filhos e netos quanto viver sem encanamento. O nosso abastecimento de água será supervisionado muito mais cuidadosamente e só um louco vai tomar água que não seja esterilizada.

Educação, guerra e os jornais do amanhã

 

Tesla imaginou um mundo em que descobertas científicas, e não a guerra, seriam a prioridade para a humanidade.

Hoje os países mais civilizados do mundo gastam o máximo de sua renda na guerra e um mínimo em educação. O século 21 vai reverter essa ordem. Será mais glorioso lutar contra a ignorância do que morrer no campo de batalha. A descoberta de uma nova verdade científica vai ser mais importante do que as querelas de diplomatas. Até os nossos jornais estão começando a retratar descobertas científicas e a criação de conceitos filosóficos novos como notícia. Os jornais do século 21 só vão publicar uma "nota" nas últimas páginas sobre crimes ou polêmicas políticas. As manchetes nas capas serão de proclamações de novas hipóteses científicas.

Saúde e dieta

 

Ao se aproximar do fim de sua vida, Tesla desenvolveu teorias estranhas sobre a dieta humana ideal. Ele não jantava mais do que leite e mel nos seus últimos dias, acreditando que essa era a forma mais pura de comida. Tesla perdeu muito peso e tinha uma aparência sinistra no início da década de 1940. Essa dieta escassa e seu físico esquelético levaram ao equívoco comum de que Tesla estaria falido no fim de sua vida.

Mais pessoas morrem ou ficam doentes de água poluída do que de café, chá, tabaco ou outros estimulantes. Eu mesmo evito todos estimulantes. Eu também praticamente me abstenho de comer carne. Estou convencido de que dentro de um século café, chá e tabaco não estarão mais em voga. Porém o álcool ainda será usado. Este não é um estimulante, mas um verdadeiro elixir da vida. A abolição de estimulantes não acontecerá de uma maneira forçada. Simplesmente não estará mais na moda envenenar o seu corpo com ingredientes nocivos. Bernarr Macfadden já mostrou como é possível providenciar comidas saborosas com base em produtos naturais como leite, mel e trigo. Acredito que a comida que é servida hoje em seus restaurantes será a base das refeições epicuristas nos mais elegantes salões de banquetes do século 21.

Existirão produtos de trigo o suficiente para alimentar o mundo todo, incluindo os milhões de pessoas da China e Índia, hoje cronicamente à beira da fome. A terra é tão abundante e quando sua abundância falta, nitrogênio vindo do ar refertilizará seu ventre. Eu desenvolvi um processo para esse fim em 1900. Foi aperfeiçoado 14 anos depois sob a pressão da guerra por químicos alemães.

Robôs

 

O trabalho de Tesla com robótica começou no final da década de 1890 quanto ele patenteou o seu barco de controle remoto, uma invenção que absolutamente chocou observadores na Exibição Eletrônica de 1898 em Madison Square Garden.

Hoje sofremos a disfunção da nossa civilização, porque ainda não nos ajustamos completamente à era das máquinas. A solução dos nossos problemas não está em destruir maquinas, mas em dominá-las.

Inúmeras atividades ainda executadas hoje por mãos humanas serão realizadas por autômatos. Neste momento, cientistas trabalhando nos laboratórios de universidades americanas estão tentando desenvolver o que tem sido descrito como "máquinas de pensar". Eu antecipei esse desenvolvimento.

Na verdade, eu construí "robôs". Hoje o robô é um fato aceitado, mas o princípio ainda não foi desenvolvido o suficiente. No século 21, o robô vai tomar o lugar que o trabalho escravo ocupou na antiga civilização. Não existe motivo nenhum pelo o qual grande parte disso não se concretize em menos de um século, liberando a humanidade para exercer suas aspirações maiores.

Energia barata e gerenciamento de recursos naturais

 

Muito antes do início do próximo século, o reflorestamento sistemático e o gerenciamento científico de recursos naturais terão trazido um fim para todas as secas, incêndios florestais e inundações devastadoras. A utilização universal da energia hidroelétrica e sua transmissão à longa distância vai abastecer todas residências com energia barata e dispensará a necessidade de queimar combustíveis. Sendo que a luta existencial será diminuída, deve haver desenvolvimento motivado por ideais e não questões materiais.

Tesla foi um visionário cujas contribuições para o mundo estão sendo comemoradas hoje mais do que nunca. Enquanto sua ideia de uma dieta ideal pode ter sido meio estranha, ele claramente entendia muito sobre coisas que hoje valorizamos (como ar limpo, comida limpa e nossas "máquinas de pensar") enquanto tropeçamos rumo ao futuro.

Autor: Matt Novak

Este post apareceu originalmente no Smithsonian.com.

Tradução por Mariana Siqueira para Gizmodo Brasil

 

Veja também:

Nikola Tesla, um dos gênios mais injustiçados da história->http://bit.ly/1M937kI

 

 

Aprenda a ler e ouvir para aprimoramento das suas comunicações

Aprenda a Ler e a Ouvir

 

Ele transa bem? Leva você para comer bons queijos e vinhos? É seu amigo? Então fica com ele. É o máximo que você vai conseguir de um homem.
- Marília Gabi Gabriela

Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos.
- Sócrates

Fonte: https://www.dicio.com.br/conseguir/  citando " Pensador "

Como podemos ler acima, temos duas utilizações diferentes do verbo conseguir, sendo que na primeira o foco é tornar uma relação com outra pessoa tendo como objeto a auto realização pura e simples, sem que não tenhamos que mudar nosso comportamento ou se questionar a respeito. Na segunda utilização já temos uma conotação mais profunda, principalmente porque nos leva para uma auto reflexão, onde afirma que se desejas algo, primeiro tu deves questionar-se e depois aprimorar-te para obtê-lo.

Agora pergunto: Se a exposição das frases acima estivesse invertida e a frase atribuída a Sócrates estivesse primeiro, iria aumentar o número de leitores que  leriam o resto do texto e iriam até ao final com profundidade?

A resposta logica é um estrondoso "depende", pois se for um público mais sensível e maduro, talvez até mais intelectual, o apelo de um nome como o do filósofo Sócrates irá pesar muito mais do que uma apresentadora de "talk-shows" no Brasil. Todavia sabemos que a imensa maioria das pessoas esta mais focada nos próprios desejos imediatos de forma até fisiológica do que em reflexões mais profundas e relacionamentos mais duradouros. Parodiando Zygmunt Bauman: "Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar". Caso deseje saber mais sobre as ideias deste filósofo, acesse o link a seguir que contém um vídeo de entrevista onde ele desenvolve em mais profundidade sua opinião sobre o tema ->http://bit.ly/2eoeFn6

Assim, se desejamos atingir um determinado público devemos fazer um planejamento da escrita, contemplando a mensagem que se deseja passar de acordo com o perfil, que julgamos que se busca atingir. Mas veja, é importante frisar que é uma hipótese remota afirmar que conhecemos profundamente o público para o qual escrevemos sem antes termos fatos que a comprovem. O resultado final é que irá refletir se acertamos ou não.

De uma forma bem simples, para se escrever um texto sobre uma determinada ideia objetiva (veja que não é o caso aqui dizer como se escreve poesias ou tratados filosóficos/científicos) temos que seguir os seguintes passos:

  • Desenvolver um esboço da ideia inicial da mensagem envolvendo sua temporalidade contextual e sua utilidade;
  • Definir um Perfil do público para qual se deseja comunicar a mensagem;
  • Conhecer o meio de comunicação onde será publicado o texto;
  • Definir um título para o texto, o qual deve necessariamente resumir objetivamente o seu conteúdo;
  • Criar um paragrafo inicial com uma "chamada de impacto" que leve a um questionamento ou qualquer outro tipo de reação por parte do leitor, desde que o tire do estado mental em que se encontra e leve-o a sair da toca dos próprios pensamentos;
  • Desenvolvimento da ideia com argumentos que levem em consideração tanto o uso da racionalidade como também toque nos sentimentos do leitor e busque valores comuns;
  • Criar frases que tenham o efeito de permanecer na memoria do leitor o maior tempo possível;
  • Caprichar na conclusão, incluindo ai a sua opinião, mas deixando margens e caminhos para um dialogo com o leitor;
  •  "Ganchos" que levem ao comprometimento entre o autor e o leitor para próximas ações ou próximas leituras, dependendo do objetivo que tenhas em mente.

De fato, caso fizermos uma simples pesquisa na Web, iremos encontrar um número enorme de sites com dicas de redação, seja para passar em concursos, seja para executivos de negócios ou até para publicidade, mas a grande maioria não atenta que a escrita é a parte ativa da comunicação e não se atem ao fato de que não ha um bom redator se não houver antes um bom leitor, que é a parte receptiva. Para fazer uma boa redação devemos ser bons leitores e não existe técnica milagrosa que substitua a capacidade de analise crítica da realidade e a capacidade de transmitir algo que seja útil para o leitor. Assim também o é para fazermos boas apresentações. Veja, por exemplo -> Como obter sucesso em apresentação de vendas em 10 passos->http://bit.ly/1RWsDXg

Para começar devemos estabelecer a diferença fundamental entre informação e conhecimento. É provável que hoje saibamos mais sobre o mundo do que no passado dado que a disponibilidade de informações na internet cresce de forma exponencial e vertiginosa. Contudo, é necessário questionar se as comunicações modernas realmente aumentam o conhecimento sobre o mundo à nossa volta.

Piaget dizia que conhecer é construir categorias de pensamento e em sessenta anos de pesquisa, apoiado em dados empíricos de observação e registro das centenas de entrevistas conduzidas com crianças, Piaget atravessa as fronteiras da psicologia e da filosofia reunindo contribuições da história da matemática, da física e da própria lógica para demonstrar que cada conceito tem lugar e função específicos. Piaget também teve um considerável impacto no campo da ciência da computaçãoSeymour Papert usou o trabalho de Piaget como fundamentação ao desenvolver a linguagem de programação Logo.

Piaget nos ensinou que uma pessoa educada é aquela capaz de ler nas "entrelinhas" e também, dado um problema, é aquela que sabe estabelecer uma abordagem racional para sua qualificação e tentativa de solução. Para saber mais veja - Curso sobre o MASP - Método de Análise e Solução de Problemas‐>http://bit.ly/1M7iqq0

Paulo Freire, brasileiro que desenvolveu um método de alfabetização utilizado mundialmente e que teve a coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização, capacitando o analfabeto tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a seu pleno exercício de cidadania, acreditava que o conhecimento serve para compreender o mundo e poder transformá-lo. Portanto comunicar não é simplesmente reproduzir informações, mas transmitir alguma forma de conhecimento, que é informação com sentido prático que pode até apoiar na educação como um todo.  

Por outro lado a comunicação pressupõe, antes de tudo, o entendimento entre as partes e o conhecimento não é um pré-requisito tão importante ao entendimento quanto normalmente se supõe. Não precisamos saber tudo sobre determinada coisa para que possamos entendê-la. Uma montanha de fatos pode provocar o efeito contrário, isto é, pode servir de obstáculo ao entendimento. Atualmente há uma sensação de que temos acesso a muitos fatos, mas não necessariamente temos entendimento mais profundo sobre eles. Assim, para uma análise maior sobre este assunto, veja - Pensando em Voz Alta sobre Conhecimento e Desinformação->http://bit.ly/2cTsdZi

As causas do baixo índice de entendimento são muitas, mas é inegável que quase todas as principais mídias de massa são projetadas para tornar o pensamento crítico algo desnecessário - embora, é claro, isso seja apenas mera suposição, cabendo ai a busca de fatos para comprovação desta hipótese em detalhes. O ato de empacotar ideias e opiniões intelectuais é uma atividade jornalística e temos algumas das mentes mais brilhantes que se dedicam a esta tarefa com grande competência, dado que se observa a maioria das pessoas, seja através de contatos pessoais, seja através das mídias sociais, repetindo as notícias que ouviram ou leram sem ao menos pararem para averiguar a origem, a veracidade, ou terem feito alguma forma de crítica e reflexão emitindo uma opinião própria e diferenciada.  

Talvez porque o empacotamento da notícia é feito de maneira tão eficiente, tão condensado, através de discursos retóricos detalhadamente planejados até dados estatísticos cuidadosamente selecionados, que o objetivo de facilitar o ato de "formar a opinião" das pessoas com esforço e dificuldade mínimos é plenamente atingido e o receptor não consegue formar sua opinião própria. Desta maneira, quando são questionados sobre determinado assunto, apertam o "play" e a opinião é "tocada" reproduzindo a noticia sem terem pensado a respeito.

Não pensamos porque não desenvolvemos a capacidade ler - não necessariamente um livro - mas ler o Mundo, daí não nos comunicarmos como deveríamos porque não sabemos "ouvir" o que tudo e todos tem a nos dizer. Rubem Alves escreveu que antes de fazer um curso de oratória, as pessoas deveriam fazer um curso de "escutatória". Veja no link a seguir um excelente vídeo contendo o texto completo e também observe como ele foi um grande escritor utilizando-se de palavras simples e profundas-> http://bit.ly/2gH9A7d 

Bom, até ai você deve estar se questionando porque pensei nisto e como fazer para começar a escrever e se comunicar melhor, mas o fato é que depois que entrei em contato com o livro Como Ler Livros - Mortimer J. Adler & Charles Van Doren constatei que não sabia ler de uma forma mais profunda e sistemática, ou como dizem os autores, não vinha praticando uma leitura ativa. Lançado originalmente no primeiro semestre de 1940 manteve-se por mais de um ano na lista dos mais vendidos nos Estados Unidos e foi traduzido para diversos idiomas, sendo reeditado com alguns acréscimos em 1967. Recomento esta leitura como básica para quem deseja conhecer técnicas fundamentais para aprimoramento das suas comunicações. Veja no link a seguir uma breve resenha do livro-> Como Ler Livros - Mortimer J. Adler & Charles Van Doren

Veja também:

Curso de Oratória: A arte de falar bem e fazer apresentações em público>http://bit.ly/1Ed6ZNl

Curso Técnicas de comunicação escrita para executivos>http://bit.ly/1EPNNA3

Curso Teatral para Não Atores>http://bit.ly/1MKdSsy

Curso Técnicas de Apresentação: Falar para Liderar>http://bit.ly/1Hu5B4Y

Laboratório de Escrita Criativa>http://bit.ly/1hRs99R

Como Ler Livros - Mortimer J. Adler e Charles Van Doren

Cursos de Filosofia em EAD

 

 

 

Como Ler Livros - Mortimer J. Adler e Charles Van Doren

Como ler livros

 

Como sabemos, no Brasil a maior parte das "pessoas lê mal", pois em sua maioria a população não chega sequer a completar o Ensino Fundamental.  Por outro lado, infelizmente, a posse de diploma não é garantia de capacidade de leitura eficaz.

Mas problemas nessa área não são exclusividade do Brasil, tampouco de países pobres. Já na década de 70, Mortimer Adler - um dos autores do livro citado - já denunciava que a capacidade de leitura dos norte-americanos que não passava do nível do sexto ano letivo, ou seja, mais ou menos o do nosso primário ou 5.ª série. Desta forma primordialmente este livro busca:

 

  • Demonstrar porque as habilidades de leitura con­ven­cionais não bastam para a compreensão de livros difíceis e complexos;
  • Ajudar o leito a adquirir competências de leitura mais sofisti­cadas;
  • Como aplicar essas habilidades para analisar qualquer comunicação, indo de simples informes publicitários até entender grandes livros.


A preocupação fundamental dos autores, que deu motivação inicial para a obra, é que as escolas não ensinam as competências de leitura de alto nível necessárias para se desfrutar tanto de livros informativos como instrucionais e nós precisamos dessas habilidades para lidar com livros que vão além da nossa compreensão. Esses mesmos livros, segundo os autores, garantem os insights mais profundos e duradouros. Adler e Van Doren delineiam uma abordagem sistemática para nos ajudar a construir e sustentar novas habilidades de leitura que irão nos ajudar a se conectar às obras mais difíceis, complexas ou de níveis múltiplos. Para os autores, um livro "consiste da linguagem escrita por alguém com o objetivo de comunicar algo para você". Como requisitos principais para a realização da obra os autores perceberam:

  • Ler bem é melhor do que ler muito;
  • Geralmente, as escolas não ensinam competências de leitura além do fundamental. A maioria das pessoas lê ao nível do 9º ano, mas você pode alcançar níveis mais altos;
  • Para ler ativamente, devemos desenvolver técnicas de anotação, partindo-se dos pensamentos e perguntas sobre o conteúdo de um determinado livro;
  • Para conferir se um livro vale a pena ser lido, "averigue-o" por meio do "folheamento sistemático" ou da "pré-leitura", para identificar a sua estrutura e design;
  • Leia os grandes livros ana­liti­ca­mente, sempre buscando en­tendi­mento, não apenas informação;
  • Para ler um livro ana­liti­ca­mente, faça quatro perguntas: O livro trata de quê? O que está sendo dito? O que ele diz é verdade? O conteúdo é relevante?
  • Para verificar o que um livro realmente diz, busque as suas ideias, afirmações e argumentos. Quais "termos e proposições" ele utiliza?
  • Você consegue realmente entender o foco de um livro quando é capaz de parafraseá-lo nas suas próprias palavras;
  • No nível mais alto de leitura, você já é capaz de sintetizar os argumentos de vários livros;
  • Para tal, aborde cada livro dentro do processo "sintópico" ou comparativo: encontre as partes boas, defina os termos, desenvolva proposições, avalie as questões e analise os resultados.

"O livro é um tesouro de pistas e métodos de trabalho intelectual", um manual abrangente de técnicas de leitura" que associa "a profundidade da análise com a cobertura da extensão dos gêneros", afirma o professor José Monir Nassar, no texto introdutório a esta nova tradução, a terceira feita no país. As anteriores, esgotadas assim que publicadas, datam de 1990 e 2000, e mantiveram o título como no original: Como ler um livro.

É importante observar, no entanto, que, além da sutil alteração do título para Como ler livros, a leitura precisa ser atenciosa, porque aqui ou ali se pode encontrar uma escorregadela, como na p. 32, em que se lê "Os dois passos de leitura analítica aqui delineados podem ser encarados como uma espécie de antessala para a leitura analítica", quando, de acordo com o original, o correto seria, "Os dois estágios da leitura inspecional podem ser considerados...", como se pode ler na p. 46, da primeira edição revista e atualizada publicada pela Editora Guanabara, em 1990, e traduzida por Aulyde Soares Rodrigues.

Adler não começou nada do ovo, como diz o prefácio de José Monír Nasser, dado que a leitura é o instrumento central de qualquer estudo. A arte de ler, confundida com a arte de estudar, tem sido tema tradicional da vida intelectual cristã, centrada no estudo da Bíblia. São muitas as contribuições ao tema da leitura, mas só a partir de Mortimer Adler o assunto foi tratado sistematicamente e de maneira abrangente, válida para os principais gêneros. Adler idealizou uma matriz com quatro níveis de leitura na vertical (elementar, averiguativo ou inspecional, analítico e sintópico ou comparativa), de profundidade crescente, e com seis gêneros de leitura na horizontal (poesia, teatro, prosa, história, ciência e filosofia).

Com base no equacionamento dos diversos aspectos da arte da leitura na forma desta matriz que correlaciona profundidade com gêneros literários, Adler  dividiu o livro em seções independentes, primeiro explicando os quatro níveis de leitura, depois tratando de cada gênero individualmente, com recomendações judiciosas.

O livro é dividido em 4  partes:

  • AS DIMENSÕES DA LEITURA
  • O TERCEIRO NÍVEL DA LEITURA A LEITURA ANALÍTICA
  • COMO LER DIVERSOS ASSUNTOS
  • OS FINS ÚLTIMOS DA LEITURA

 

Na primeira parte do livro os autores dão detalhes sobre os 4 níveis de leitura:

Leitura Elementar - corresponde ao nível ensinado na escola primária. Leitura elementar ou rudimentar, sugere que a pessoa se alfabetizou, aprendeu os rudimentos de arte de ler e recebeu o treinamento básico para a leitura. A preocupação de quem lê nesse nível é com a linguagem em si, a decodificação da escrita, que com qualquer outra coisa. A pergunta que norteia esse nível é: "O que a frase diz?". Neste nível a leitura é somente básica e conotativa.

"Precisamos nos tornar uma nação de leitores ver­dadeira­mente competentes."

"O bom leitor lê ativamente, com concentração."

"O en­tendi­mento é apenas alcançado quando, além de saber o que um autor diz, você sabe o que ele quer dizer com isso e por que ele diz tal coisa."

 "Se (...) o leitor de um livro prático aceita o final proposto e concorda que os meios re­comen­da­dos são adequados e eficazes, ele deve, em seguida, agir da forma proposta."

 

Leitura Averiguativa ou Inspecional (também chamada de "pré-leitura", "investigação inicial" ou "garimpagem") - este nível é voltado para a melhor avaliação possível de um texto ou livro num período curto de tempo. Essa leitura pressupõe determinado período no qual temos de ler certos trechos para  extrair o máximo do livro; é a arte de folheá-lo sistematicamente, examinando sua superfície. Por exemplo, quando estamos de passagem por alguma livraria, vemos um livro que parece interessante e precisamos saber se ele é bom antes de decidirmos se vamos comprá-lo. Existem alguns bons macetes para isso, os quais são tratados em mais detalhes nesta parte. Por ora, basta saber que a pergunta básica deste nível é: "Este livro é sobre o quê?". Neste nível também devemos responder outras perguntas: "Qual é a estrutura do livro" ;  "Vale realmente a pena ler este livro?".

"Em geral, é desejável folhear mesmo aquele livro que você pretenda ler com pro­fun­di­dade, para ter uma ideia da sua forma e estrutura."

"Os bons livros estão acima do seu nível de con­hec­i­men­tos; se assim não o fossem, eles não seriam bons para você."

"As frases importantes são aquelas que exigem um esforço de interpretação, porque, à primeira vista, elas não são per­feita­mente inteligíveis."

"Leia um livro com olhos de raios-X; faz parte essencial da absorção de qualquer livro compreender a sua estrutura."

 

Leitura Analítica - é a leitura completa, a melhor que se pode fazer, ativa por excelência. No dizer de Adler, "se a leitura averiguativa ou inspecional é a melhor que se pode fazer num determinado período de tempo, então a leitura analítica é a melhor leitura possível quando não existe limite de tempo". Sendo aquele em que a atividade é mais complexa e sistemática, quando comparada aos anteriores; depende das dificuldades do livro a ser lido e pode exigir muito ou pouco do leitor; trata-se da leitura completa, a melhor possível num período de tempo ilimitado. Ela suscita muitas perguntas, segundo o tipo de livro que se tem em mãos (elencadas na Parte 2 do livro). É nível de leitura voltado basicamente para a compreensão, de modo que, se seu objetivo for apenas informação ou entretenimento, ele pode não ser necessário.

"Não há uma velocidade certa de leitura; o ideal é desenvolver a capacidade de ler em várias velocidades e saber quando cada velocidade é mais apropriada."

"Faça perguntas enquanto lê - perguntas que você mesmo deve tentar responder no decorrer da leitura."

 

Leitura Sintópica ou Comparativa - implica a leitura de muitos livros sobre certo tema, pondo-os em relação uns com os outros e com o tema. Estudantes de Ciências Humanas são obrigados a se familiarizar com ela. É o nível mais difícil de alcançar, e não há pleno acordo sobre suas regras, indo além da comparação, pois habilita o leitor a fazer uma análise que talvez não esteja em nenhum dos livros. É o nível mais ativo, trabalhoso e, portanto, o mais compensador de leitura. Porém, é também o mais recompensador de todos os níveis.

"O que é verdade para uma conversa normal é ainda mais verdadeiro na situação muito especial em que um livro conversa com um leitor e o leitor responde de forma apropriada."

"O leitor deve fazer mais do que emitir um parecer de concordância ou discordância. Ele deve dar motivos para tal."

Assim que tiver compilado uma seleção de livros que pareçam relevantes para responder a sua pergunta, submeta-os ao processo sintópico, ou comparativo, de cinco etapas:

  • Encontre as partes boas - O objetivo da leitura sintópica não é entender o livro inteiro. O objetivo é usar o livro para resolver o problema já definido ou responder a sua pergunta. Utilize a leitura de averiguação para identificar os trechos mais pertinentes à sua investigação.
  • Defina os termos - Os autores se­le­ciona­dos na sua bib­li­ografia podem utilizar palavras diferentes para conceitos semelhantes. Sintetize uma "ter­mi­nolo­gia neutra" que não seja específica de algum autor, mas que possa incorporar conceitos de qualquer um deles.
  • Desenvolva proposições - Faça o mesmo quando você identificar uma lista de proposições. Elabore proposições neutras que não venham de um único autor, mas para a qual cada autor possa contribuir com respostas.
  • Avalie as questões - Você pode delinear um problema sempre que identificar uma pergunta que diferentes autores respondam de maneiras diferentes. Mapeie e compare as dissonâncias.
  • Analise os resultados - Organize as questões e estipule como elas se relacionam entre si.

 

Veja também:

Aprenda a ler e ouvir para aprimoramento das suas comunicações -

Curso de Oratória: A arte de falar bem e fazer apresentações em público‐>http://bit.ly/1Ed6ZNl

Curso Técnicas de comunicação escrita para executivos‐>http://bit.ly/1EPNNA3

Curso Teatral para Não Atores‐>http://bit.ly/1MKdSsy

Curso Tecnicas de Apresentação: Falar para Liderar‐>http://bit.ly/1Hu5B4Y

Laboratório de Escrita Criativa‐>http://bit.ly/1hRs99R

 

 

Pensando em Voz Alta sobre Conhecimento e Desinformação

Caçadores de Pokemon

Veja as seguintes frases:

http://kdfrases.com/frases/vida

Em qual citação você se viu?

Independente de sua resposta, pelas citações acima muito se pode aprender sobre o ponto de vista dos mestres em relação 'a vida, mas nada supera a sua experiência pessoal, pois para mim este é o grande legado da Vida. Por isso respeito mais aqueles que vão 'a busca do que aqueles que vivem se escondendo através de retóricas.

Hoje se tem muito mais desinformação(*1) do que esclarecimento e a capacidade de pensar, tema básico da busca filosófica, é limitada 'a media das "ignorâncias" predominantes quando se trata de mídia de massa, principalmente. Desta maneira, buscar a verdade é "ir a guerra contra a ignorância incentivada"  e assim ter uma experiência pessoal digna e coerente. Se vida é informação, alegria e conhecimento então a morte é desinformação, alienação e sofrimento. Lógico, ou não?

Não é a toa que a verdade "morre" primeiro em uma guerra, sendo o que predomina sempre é a desinformação.  

Nos últimos cem anos vivemos mais guerras e destruição do que em qualquer outro período conhecido e de fato são os parâmetros principais da política real(*2). Como por outro lado, também temos um crescimento vertiginoso da população e da tecnologia, o que potencializa e incentiva os chamados mecanismos de controle social, tornando-os cada vez mais poderosos, sutis, subliminares e envolventes.  Vide os pokemons que tornam realidade uma ficção para quem já são ficção e metáfora de alienação.

Voltando 'as frases e citações sobre a Vida observe que a maioria delas não pressupõe que tem muito mais gente no Poder (até podemos imaginar quem) que não deseja a Vida em seu sentido amplo, de busca do Conhecimento de forma conjunta e indistinta entre as pessoas e a realidade como um todo.

Por enquanto o "Ego" vai vencendo a batalha contra o "Si mesmo".

E para você:

O que é mais importante na Vida?

 

*1-> LEÃO SERVA E A DESINFORMAÇÃO

"Jornalismo e Desinformação"  parece ser mais um daqueles títulos com palavras aparentemente antagônicas, pensadas apenas para chamar atenção. Na verdade, quem se atreve a encarar a leitura descobre a terrível realidade de ignorância do público que consome informação. A obra é fruto do trabalho de mestrado de seu autor, Leão Serva. As 144 páginas do livro poderiam ser muito bem chamadas de manual, que se destina não apenas a estudantes e profissionais, mas aos 4,5 milhões de leitores brasileiros de jornais impressos, que cotidianamente enfrentam dificuldades cada vez mais claras de entender o mundo.

Fonte: https://blogsaturado.wordpress.com/portfolio/leao-serva/

 

 

*2->

"Hannah Arendt afirma que as guerras e as revoluções e não o funcionamento regular de governos parlamentares e aparatos partidários formaram as experiências políticas básicas do século XX, podemos considerar que Sócrates também viveu uma situação histórica permeada por enfrentamentos militares e instabilidades políticas. Sua condenação está vinculada diretamente com as transformações da pólis e sua rápida decadência decorrente de inúmeros conflitos e combates cada vez mais violentos. Enquanto os eventos catastróficos do seu tempo levaram Arendt a elucidar o lado público do mundo como aquilo que ocorre entre os homens plurais envolvidos uns com os outros por meio de atos e palavras concertados, as experiências sofridas por Sócrates o fizeram engajar-se no esforço por tornar o pensamento relevante para a instauração e manutenção do mundo comum como âmbito inter-humano de relacionamento e convivência. Assim, tomando como base a interpretação que Hannah Arendt faz do diálogo para o qual Sócrates convidada seus concidadãos, o propósito do trabalho consiste em refletir sobre a importância ética e política da atividade de pensar, tendo em vista elucidar de que modo a ausência de pensamento é um poderoso fator nos cuidados humanos com o mundo comum. Para Arendt, a condenação de Sócrates e o julgamento de Eichmann, teriam nos dado a lição de que a incapacidade de pensar e julgar pode formar um homem capaz de levar o mal e a violência a extremos inconcebíveis e ilimitados. Essa constatação impôs à Arendt a seguinte indagação: a atenção reflexiva do pensamento poderia evitar o mal?"

"

Fonte: http://www.cchla.ufrn.br/humanidades2009/Anais/GT04/4.2.pdf

 

 

5 hábitos para aumentar a sua produtividade

5hábitos

Esta antiga dica sobre como criar e cumprir uma Lista de Tarefas ainda funciona como um encanto e vai te ajudar muito


Em 1918, Charles M. Schwab era um dos homens mais ricos do mundo. Na época, ele era presidente da Bethlehem Steel, maior empresa de construção naval e a segunda maior produtora de aço dos Estados Unidos.

Procurando aumentar a eficiência do seu time de trabalho, Schwab decidiu ir atrás de alguém que pudesse melhorar a produtividade da sua equipe. Com isso em mente, ele agendou uma reunião com um respeitado consultor da época, Ivy Lee.

Lee era um homem de negócios que ficou conhecido por ter sido pioneiro na área de relações públicas. Quando Schwab lhe pediu ajuda, Lee respondeu: "me dê 15 minutos com cada um de seus funcionários".

Durante os 15 minutos com cada executivo, Lee explicou seu simples método para conseguir maior produtividade na empresa. Ele é pautado por cinco passos:

1.No final do dia, escreva as seis coisas mais importantes que você precisa fazer no dia seguinte. Não escreva mais do que seis.

2.Priorize as seis tarefas em ordem de importância

3.No dia seguinte, concentre-se apenas no primeiro item. Trabalhe em cima dele até que você o conclua.

4.Continue dessa forma com os demais itens. No final do dia, coloque as tarefas não finalizadas para a próxima lista e faça uma nova com outros seis afazeres.

5.Repita o processo durante todos os dias de trabalho.

A equipe de Schwab fez a tentativa de realizar o método. Depois de três meses de teste, Schwab ficou encantado com o progresso da sua empresa. Como um método tão simples pode ser tão efetivo? O primeiro motivo é o fato de ser tão simples que realmente funciona. Emergências podem aparecer e distrair as suas tarefas, mas é importante se lembrar de ignorá-las sempre que possível, tratá-las quando necessário e voltar à sua lista de afazeres o quanto antes. Isso significa usar regras simples para lidar com situações complexas.

Além disso, o método força as pessoas a fazerem escolhas e tira a tensão de iniciar uma tarefa, já que as pessoas decidem o primeiro item da lista uma noite antes de realizá-lo. Esta estratégia te deixa pensando no assunto de modo que não seja tão difícil executá-lo. Por fim, ele exige que você foque em uma única atividade. É quase impossível ser ótimo em uma atividade se você está sempre se dividindo entre várias ao mesmo tempo. A produtividade é alcançada quando se tem foco e consistência. Fazer a tarefa mais importante em primeiro lugar é uma forma de ser mais produtivo.

Fonte: revista Fast Company

Saiba mais

 

 

Mercado de TI tem 50 mil vagas para serem preenchidas

Jobs

 

Enquanto o desemprego no Brasil chega a 11,2% no trimestre encerrado em abril de 2016, segundo o IBGE - a maior taxa de desocupação desde o início da pesquisa, em 2012 - o mercado de Tecnologia da Informação (TI) emprega 1,3 milhão de pessoas e cerca de 50 mil postos de trabalho estão esperando por um profissional qualificado, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação.

Se a maioria dos setores produtivos fechou o primeiro semestre com números negativos, companhias integradoras de sistemas, softwares, tecnologia da informação (TI), telecomunicações e prestadoras de serviços de inovação contabilizam crescimentos que ultrapassam os 40%. Além de aumentar as receitas em relação ao ano passado, as empresas ampliam o quadro de funcionários. O potencial da área de tecnologia é grande. Em 2015, os investimentos em telecomunicações e tecnologia da informação (TI) atingiram US$ 152 bilhões no Brasil.

O mercado de TI deve crescer 2,6% em 2016, segundo a empresa de consultoria e pesquisa de mercado International Data Corporation (IDC), se consolidando entre os dez setores com mais investimentos até o fim do ano. A projeção de crescimento deste ano é de 30% a mais do que o número de empregados atual, 1,3 milhão. 

A crise econômica gera uma necessidade de tornar os processos mais eficientes para reduzir custos e o investimento em tecnologia é uma das estratégias adotadas pelas companhias. O mundo cada dia mais conectado também favorece a busca por inovação. O uso cada vez mais frequente dos meios de pagamentos eletrônicos é mais um nicho que impulsiona os negócios das empresas de tecnologia. Outro fator que elevou as receitas foi o crescimento das exportações. O avanço da economia americana puxou a venda de produtos e serviços das empresas brasileiras que já apostavam no mercado internacional.

Fontes:

https://noticias.terra.com.br

http://exame.abril.com.br/

http://correio.rac.com.br/

 

 

Os inimigos da inovação

A inovação e seus inimigos

 

Nos últimos 600 anos as sociedades humanas se opuseram a novidades diversas com táticas parecidas

 

"Não há nenhuma ideia inteligente que possa ganhar aceitação geral sem ser misturada antes com um pouco de estupidez". A frase é de Fernando Pessoa e toca num problema que as sociedades humanas enfrentam desde que começaram a existir: a oposição a novas tecnologias que podem mudar o mundo.

Desde o café à agricultura mecanizada, passando pela eletricidade, as geladeiras ou a música gravada, a história está cheia de exemplos de como as sociedades humanas resistiram a adotar inovações sem as quais hoje não poderíamos entender o mundo.

"É uma reação que está no nosso DNA, na forma em que está organizada a nossa mente", explica Calestous Juma, especialista em inovação e cooperação internacional da Universidade de Harvard (EUA). Juma foi chefe da Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas e, como tal, viveu em primeira mão debates internacionais sobre novas tecnologias, como os transgênicos. Agora, ele reuniu seu trabalho de pesquisa no livro Innovation and its Enemies (Oxford University Press) [Inovação e seus inimigos], um percurso de quase 600 anos de história analisando alguns casos de oposição a novas ideias e tecnologias que tinham potencial para transformar o mundo.

Em 1866, durante a Exposição Universal de Paris, Luis Napoleão III lançou um desafio aos cientistas: encontrar uma fonte de proteínas alternativa à manteiga que fosse mais barata. Na sua cabeça estava a necessidade de alimentar uma população cada vez mais empobrecida e um exército faminto e ameaçado pelo desejo expansionista de outras potências europeias. O prêmio foi ganho por Hippolyte Mège-Mouriès, inventor da margarina.

Enquanto a Europa adotou o novo produto, nos EUA provocou o nascimento do lobby da indústria de laticínios, que lançou uma guerra aberta contra o alimento. Os produtores de manteiga conseguiram fazer com que a margarina fosse proibida em vários Estados e essas leis foram mantidas até pelo Tribunal Supremo. Para conseguir frear o consumo do novo produto, muito mais acessível do que a manteiga, a indústria se serviu de estudos científicos inventados e campanhas de ódio dizendo que a margarina era "antiamericana" porque continha um produto importado, o óleo de coco. A indústria estigmatizou as famílias que a consumiam porque estavam usando um produto barato, o que questionava a capacidade do pai de família para sustentar os seus.

Os produtores de margarina reagiram substituindo o óleo de coco pelo derivado de plantas mais "americanas" como o algodão e a soja e fizeram alianças com os produtores nacionais desses cultivos. A demanda de margarina cresceu até que seu consumo ultrapassou o da manteiga na década de 50 do século XX, depois que as leis aprovadas contra ela no meio do século passado foram revogadas.

Esse "é um dos melhores exemplos de como a indústria afetada, utilizando instrumentos legais, pode prejudicar ou eliminar novas tecnologias", escreve Juma.

O café, os tratores agrícolas, as geladeiras ou a imprensa no mundo muçulmano também foram objeto de campanhas de desprestígio. O primeiro sofreu durante séculos a proibição imposta por autoridades religiosas muçulmanas, que fecharam cafeterias por lei. Fizeram isso não tanto pela própria infusão em si, mas pelo fato de que era consumida em locais de entretenimento nos quais se conversava e se compartilhavam ideias, o lugar perfeito para o surgimento de vozes dissidentes em relação ao poder estabelecido. Os cafés foram proibidos em Meca, Isfahan, Cairo e Constantinopla durante 200 anos.

Quando o café pulou do Império Otomano para a Europa, o efeito foi o mesmo e os reis de alguns países decretaram o fechamento de cafeterias e "clubes de café" que começavam a aparecer nas universidades. Antes que a Itália fosse a pátria do "expresso", o país resistiu ao novo produto por medo de que prejudicasse o setor do vinho. Mas o Papa Clemente VIII fez uma defesa inteligente da infusão em 1600: "Esta bebida de Satanás é tão deliciosa... que seria uma pena que apenas os infiéis pudessem usá-la. Enganaremos Satanás batizando-a e tornando-a uma bebida genuinamente cristã", escreveu.

Juma traça paralelos entre as táticas e argumentos utilizados no passado e os que dominam polêmicas atuais como a dos transgênicos, a rejeição às vacinas ou à inteligência artificial. Os transgênicos são chamados de "Alimentos Frankenstein". O café foi descrito como "álcool juvenil" na Índia, e na Inglaterra, França e Alemanha alertavam que provocava esterilidade. Os alimentos refrigerados eram "alimentos embalsamados", o telefone, "instrumento do diabo" e a margarina "manteiga de touro".

A suposta novidade perturbadora de alguns produtos é muitas vezes a causa de sua rejeição. No caso dos organismos geneticamente modificados, trata-se de variantes de plantas que foram geneticamente modificadas para produzir toxinas de Bt, que eliminam as pragas mais comuns do milho e de outros vegetais. Embora os meios de usar as Bt dessa forma seja novo, o conceito em si é muito antigo, quase tão tradicional como a agricultura, porque já no antigo Egito se usavam toxinas Bt para evitar as pragas na agricultura, escreve Juma.

Em 1942, o sindicato de músicos mais importante dos EUA proibiu seus membros de fazer discos e convocou todos os seus membros a fazer greve contra a indústria fonográfica. Pensavam que a gravação de canções acabaria com a música ao vivo. Os diretores do sindicato chegaram a exigir como compensação que as rádios contratassem músicos e que apenas estes estivessem capacitados para reverter os vinis. Em parte, eles tinham razão em prever a perda de muitos postos de trabalho, escreve Juma, mas a chegada dos discos transformou a indústria até torná-la um sistema em que os artistas puderam alcançar um poder e uma riqueza impensáveis.

Juma destaca que nossas sociedades não melhoraram muito de seis séculos para cá na hora de gerir a chegada de tecnologias transformadoras e isso é um risco, porque cada vez mais dependemos delas para enfrentar os problemas globais como a escassez de alimentos e a pobreza em um planeta superpovoado, o desenvolvimento de energia limpa e renovável, ou a busca de novos medicamentos contra as doenças do envelhecimento.

A conclusão do autor é que "as sociedades não se opõem às ideias porque sejam novas, mas porque percebem uma perda", seja de trabalho, renda ou o desmantelamento de um modo concreto de vida. Os mesmos dilemas que causou o café há séculos estão agora presentes com a agricultura transgênica e, no futuro, estarão em outros campos. Os mais prementes, diz Juma, são a inteligência artificial, a edição genômica e a impressão em 3D.

 

 

Autor: Nuño Domínguez

Fonte: El País